Policial penal é condenado a 40 anos de prisão por morte de torcedor do Fluminense
- 08/05/2026

Torcedor do Fluminense é morto a tiros em bar no entorno do Maracanã O policial penal Marcelo de Lima foi condenado nesta sexta-feira (8) a 40 anos de prisão por matar o cinegrafista e torcedor do Fluminense Thiago Leonel e de tentar matar Bruno Tonini. O policial penal foi condenado por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, por colocar outras pessoas em perigo e pela impossibilidade de defesa das vítimas. Além da reclusão, ele também perderá o cargo público. O réu pode recorrer. Briga após Fla x Flu O crime foi na noite de 1º de abril de 2023. As vítimas estavam em um bar lotado de torcedores tricolores, próximo ao Estádio do Maracanã, após o clássico Flamengo x Fluminense, quando foram baleados por Marcelo, que estava de folga. Imagens registradas por frequentadores (veja no vídeo no topo da reportagem) mostram o momento em que nove disparos são feitos. As pessoas, inicialmente sem entender o que ocorria, se abaixam e buscam abrigo atrás de mesas e paredes do bar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Marcelo de Lima: policial penal Reprodução Thiago, de 36 anos, era operador de câmera, diretor de fotografia e sambista, conhecido por ser um dos fundadores do grupo Samba pra Roda, que se apresentava com frequência no Bar do Omar. Ele morreu no local após ser alvo de nove tiros. Bruno ficou gravemente ferido e precisou passar por cirurgia — perdeu o rim, o baço, parte do fígado e do intestino. Thiago Leonel Fernandes da Motta Reprodução Discussão A discussão começou após uma confusão no balcão do bar. Nos primeiros depoimentos à Polícia Civil, testemunhas disseram que o desentendimento teria sido motivado por uma disputa por duas pizzas brotinho — as últimas disponíveis. Marcelo teria tentado pegar uma das pizzas que estavam com Thiago, foi retirado do local sob agressões e retornou minutos depois com uma arma, efetuando os disparos. Mais tarde, a investigação descartou essa versão. O Ministério Público concluiu que os tiros foram disparados após desavenças políticas entre Marcelo e as vítimas. Durante o processo, o policial penal afirmou que se sentiu ameaçado e que agiu em legítima defesa. Disse também que ficou “triste por terem dito que ele matou por causa de uma pizza”.
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