Operação Patrinus: MPRJ prende cabo e denuncia 11 PMs em esquema de ‘segurança privada’ durante expediente
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (12) o cabo Michel Maia Rodrigues e denunciou 11 policiais militares — incluindo Michel — por suspeita de corrupção em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A ação desta terça é um desdobramento da Operação Patrinus, que desde 2024 apura desvios de conduta no 39º BPM (Belford Roxo). Segundo o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), os 11 PMs denunciados agora também recebiam propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente do batalhão do município.
A Justiça Militar também determinou o afastamento das atividades e a suspensão do porte de arma de todos os denunciados.
De acordo com o Gaesp, o esquema funcionou entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024. As investigações apontam que Michel Maia atuava como articulador e intermediário dos pagamentos, além de manter ligação com uma milícia local.
Vídeos em alta no g1
O g1 tenta contato com as defesas dos denunciados.
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Propina às sextas
A denúncia afirma que os pagamentos eram feitos às sextas-feiras a Michel, que repassava os valores ao policial escalado para o serviço naquela semana.
Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que comerciantes cobravam a presença de policiais nos estabelecimentos. Em uma delas, uma comerciante reclama da ausência de uma viatura e diz: “Você conversa com os teus meninos aí”.
A investigação também analisou dados bancários. Segundo o MPRJ, a Divisão de Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção identificou dezenas de transações feitas por Michel aos demais policiais, com valores e datas compatíveis com o esquema descrito na denúncia.
Relembre o caso
A denúncia é mais um desdobramento da Operação Patrinus, que apura a atuação de PMs do 39º BPM em esquemas de corrupção em Belford Roxo.
Em maio de 2024, 13 policiais foram presos na 1ª fase da operação. Na ocasião, o MPRJ afirmou que o grupo vendia armas e drogas apreendidas em operações, cobrava propina de motoristas de transporte alternativo e mototaxistas e exigia taxas semanais de comerciantes em troca de “proteção”.
Em julho de 2025, o Gaesp prendeu outros 9 PMs por atuar como seguranças privados durante o expediente. Em agosto do mesmo ano, 10 policiais foram presos em uma nova fase da operação, também por suspeita de cobrar propina de comerciantes para prestar segurança armada.FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/12/mprj-desdobramento-operacao-patrinus.ghtml